Habacuque 3:17-18

“Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto nas vides; ainda que falhe o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que o rebanho seja exterminado da malhada e nos currais não haja gado. Todavia eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação.”

O livro de Habacuque, do Antigo Testamento, tem apenas 3 capítulos, em um total de 56 versículos. Te desafio a que você tome um tempo agora, e leia este pequeno livro, antes de continuar esta leitura.

O texto que está em destaque trata-se de uma das mais belas passagens da Bíblia. No versículo 17 o profeta relaciona em 6 tópicos tudo aquilo que de pior poderia acontecer naquela época, envolvendo toda a cadeia da economia local. Em palavras de hoje seria o equivalente a dizer: “Ainda que o salário não seja suficiente, nem que o mercado de ações não dê lucro: ainda que os investimentos não tenham retorno, e que eu perca o emprego; ainda que meu fundo de pensão possa falir e toda minha poupança se esgotar.” O profeta não poderia pintar um quadro pior. Mas o versículo 18 mostra uma reviravolta. Independentemente do cenário externo, o profeta demonstra total confiança, alegria e fé no Senhor Deus. Mas se você leu o livro todo, pode perceber que este lindo salmo não espelha a atitude anterior do profeta. Esta confiança demostrada pelo profeta é resultado de uma resposta de oração.

Uma das coisas que mais me impressiona quando leio Habacuque é a quantidade de perguntas que ele faz a Deus. Contei 17 questionamentos de Habacuque, sendo que a maioria ele faz diretamente a Deus. Isso me fez pensar no tipo de oração que faço. Se oro apenas pedindo, ou mesmo agradecendo, este tipo de oração não envolve diálogo. Se meus filhos, por exemplo, sempre me abordam para pedir algo ou para agradecer por algo, não há assunto para uma conversa! Sempre que surge uma curiosidade na mente de uma criança pequena, e ela se dirige a seus pais, ela espera uma resposta, por mais ingênua que seja a pergunta. Lembre-se disso na próxima vez que orar. Qual foi a última vez que você questionou a Deus sobre uma situação? Até mesmo Jesus, na cruz, no momento mais difícil, se dirigiu a Deus com uma pergunta: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Marcos 15:34).

Mas se lembre também que, assim como Habacuque, ao fazer uma pergunta, nem sempre a resposta vem rapidamente. “Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás?” (Habacuque 1:2).  Muitas vezes você precisará subir à “torre de vigia” (Habacuque 2:1), um lugar onde o profeta ficou até receber a resposta. É necessário ter perseverança na oração.

Algumas perguntas de Habacuque chegam a ser bem ousadas. “Por que te calas quando o ímpio devora aquele que é mais justo do que ele?” (Habacuque 1:13). Em outras palavras, Habacuque estava questionando até mesmo se Deus era de fato justo. Tenho certeza que Deus prefere uma oração assim do que uma vã repetição. Deus gosta de se revelar a corações agoniados e aflitos. Jó também passou por uma situação assim: “Ah! se eu soubesse onde encontrá-lo! Então me chegaria ao seu tribunal. Exporia ante ele a minha causa, e encheria a minha boca de argumentos.” (Jó 23:3-4).

E o que acontece quando Deus responde? Em Habacuque 3:3-15 o profeta descreve a visão que ele teve quando Deus respondeu suas perguntas. A glória de Deus enchendo os céus, e a visão e o alcance de seu poder, foram suficientes para que Habacuque percebesse a pequenez de seus questionamentos. Ainda lembrando de Jó, ele também passou por experiência semelhante: “Certamente falei do que não entendia, coisas maravilhosas demais para mim, e que eu não compreendia… Com os ouvidos eu ouvira falar de ti, mas agora te vêem meus olhos. Por isso me abomino, e me arrependo no pó e na cinza.” (Jó 42:3,5 e 6). Veja a reação semelhante que Habacuque teve: “Ouvindo-o eu, o meu ventre se comove, à sua voz tremem os meus lábios; entra a podridão nos meus ossos, e minhas pernas estremecem.” (Habacuque 3:16). Assim como precisamos ser perseverantes na oração, precisamos estar preparados para a resposta! Quando Deus se revela àqueles que o buscam, esta experiência revela quem Deus realmente é, e quem realmente somos. E esta revelação vai mudar sua vida, e a maneira como você se relaciona com Deus.

Para você pensar: Em suas orações você tem questionado a Deus sobre o que ele quer de certas situações? Você tem perseverado em buscar e esperar de Deus uma resposta? Ao buscar a resposta, você entende que Deus pode mudar sua vida, ao te responder? Quantas vezes você já passou por esta experiência?

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Efésios 3:1

“Por esta causa eu, Paulo, sou o prisioneiro de Jesus Cristo por vós, os gentios.”

A “causa” pela qual Paulo se considerava prisioneiro de Cristo está bem descrita no capítulo 2 de Efésios. Paulo foi chamado para levar o Evangelho às nações, aos gentios, àqueles que antes estavam “sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo.” (Efésios 2:12). Antes de Jesus Cristo, durante todo o Antigo Testamento, vemos que o plano de Deus estava direcionado principalmente para a nação de Israel. Mas havia diversas pistas de que o plano de Deus não era exclusivo dos judeus. Para Abraão foi dito que ele seria uma benção para todas as famílias da terra (Gênesis 12:3). Salmo 96:3 diz: “Anunciai entre as nações a sua glória; entre todos os povos as suas maravilhas.

Mas mesmo com estas e outras pistas, o entendimento de que o Evangelho também era para os gentios (como eu e você, se não formos judeus) era algo totalmente impressionante para a época de Paulo e de difícil aceitação. Basta verificar a dificuldade encontrada pelos apóstolos quando o centurião Cornélio, que era romano, se converteu (leia Atos 10). Paulo chega a chamar esse entendimento de “mistério” (Efésios 3:3 e 6), algo que esteve oculto por gerações. Esta era a causa pela qual Paulo estava disposto a dar a própria vida.

Temos a tendência de imaginar a vida de Paulo como uma sequência de viagens e aventuras, levando o Evangelho a uma região muito grande. E de fato, considerando as condições de viagem e a tecnologia da época, podemos afirmar, com certeza, que a obra missionária de Paulo foi de um alcance incrível. No entanto nos esquecemos que Paulo passou anos na prisão. Quando ele afirma nesta passagem que ele era “prisioneiro de Jesus Cristo” não se trata de uma linguagem figurada. Ele não apenas ficou preso como passou por sofrimentos físicos na prisão. Paulo afirma em Gálatas 6:17: “Trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus”, referindo-se aos açoitamentos que eram prática comum nas prisões romanas.

Mas mesmo passando tanto tempo no cárcere, o ministério de Paulo não foi prejudicado por este fato. Muito pelo contrário! Graças às prisões de Paulo hoje nós temos o Novo Testamento! Boa parte de suas epístolas foram escritas ali, inclusive Efésios. Se as viagens missionárias de Paulo, enquanto livre, tiveram um grande impacto no mundo conhecido, muito mais suas cartas, escritas enquanto acorrentado, que produzem efeito até nossos dias.

Você consegue imaginar o que nós teríamos perdido se Paulo tivesse se deixado desanimar por estar na prisão? Em momento algum ele se colocou no papel de vítima. Jamais questionou Deus, duvidando de seus planos e desígnios. Não encontramos menção a qualquer sombra de dúvida ou incredulidade. Seu sofrimento não foi motivo para esmorecer. Como preso, ele não necessitava ser fortalecido, mas fortalecia: “Portanto, vos peço que não desfaleçais nas minhas tribulações por vós, que são a vossa glória” (Efésios 3:13).

Há algo de estranho entre o exemplo que Paulo deixou e o que é pregado hoje. É preocupante a ênfase em bênçãos imediatas (que Deus pode, sim, nos conceder) em detrimento de se ter uma vida controlada totalmente por Deus, independentemente de para onde Ele possa encaminhar sua vida. O termômetro que mede se você está em Deus é aferido com a quantidade de bençãos na sua vida. Prosperidade, saúde e felicidade são hoje a medida de se estar no centro da vontade de Deus. Testemunhos de cura, libertação e provimento são incentivados. Há algo de estranho nisso tudo. Não é este o Evangelho que Paulo pregava. O que ouvimos hoje é a pregação de um sub-Evangelho, que pela falta de sua essência, na verdade não é evangelho nenhum. E o que é pior: este sub-Evangelho traz uma segurança baseada em uma sub-salvação, que no final pode se revelar como salvação alguma. Você confiaria sua vida eterna na prática de um sub-Evangelho?

Para você pensar: Qual tem sido a medida usada para aferir sua fé? Você tem uma causa pela qual você daria sua vida, assim como Paulo tinha? Você encara eventuais momentos de dificultade como oportunidades para aprender de Deus, e para ser usado por Deus? Até que ponto sua fé tem se baseado na pregação de um sub-Evangelho? Você tem buscado de Deus o entendimento do que seja o verdadeiro Evangelho?

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João 14:1-3

“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.”

Nunca devemos ler uma passagem da Bíblia sem antes entender o contexto em que ela está inserida. Você sabe o que estava acontecendo quando Jesus disse essas palavras? Se você ler o capítulo 13 de João, verá que o ambiente era o seguinte: Noite de Páscoa e da última ceia, Jesus sabendo que nas próximas horas ele seria crucificado, revelação de que havia um traidor entre eles e, se ainda não bastasse, Pedro sendo avisado de que negaria Jesus antes que o galo cantasse três vezes.

Mas mesmo no meio de tudo isso Jesus começa o capítulo 14 dizendo: “Não se turbe o vosso coração”! Mesmo no meio de uma situação prá lá de complicada Jesus não se desesperou e queria que seus discípulos também não se desesperassem. Mas como os discípulos conseguiriam isso? : “Credes em Deus, crede também em mim“. Pedro certa vez andou sobre as águas (Mateus 14:25-31). Mas apenas enquanto manteve seus olhos em Jesus. A partir do momento que ele se preocupou com as ondas, começou a afundar. Esse é o segredo para manter a ansiedade distante, e não deixar que o coração se turbe: Olhar para Jesus!

E ele nesta passagem faz uma promessa muito interessante. Ele disse que iria preparar um lugar para nós na casa do Pai. E esta não é uma casa pequena e apertada! Não há falta de espaço! Mas para termos acesso a este lugar exclusivo na casa do Pai, não como hóspedes, mas como filhos, havia a necessidade de Jesus preparar o lugar. Mas, afinal, o que seria essa preparação? Muitos pensam que o versículo se refere à segunda vinda de Jesus, quando ele vai voltar para nos levar para o céu e, portanto, até lá ele está preparando esse lugar. Mas o texto não trata da segunda vinda de Jesus. Ele trata de uma preparação que já está completa.

Antes da preparação de Jesus, não temos acesso à casa do Pai. “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23). O Pecado mantem as portas da casa do Pai trancadas para nós. Esse é o problema que Jesus teria que resolver, esta era a preparação. O que estava para acontecer naquela noite, era a preparação que Jesus precisava fazer. A morte e ressurreição de Jesus nos capacitaram a ter acesso à casa do Pai! Logo à frente, no versículo  6, Jesus afirma: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” Em outras palavras, ele estava dizendo: “A situação aparenta ser difícil, mas não se preocupem. O que eu vou fazer a partir de hoje até daqui a três dias vai capacitá-los a terem acesso ao Pai. Mas vocês precisam crer em mim!

E o que me deixa mais animado é que a promessa não para aí! Ele termina dizendo: “E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.” Somos de Jesus! Somos propriedade dele! Quem quer saber de um quarto em uma casa grande? Quem se interessa em ir para o céu? Quem quer benção e prosperidade? E daí que minha saúde não vai tão bem? O que importam tantos problemas e aflições do tempo presente? Nada disso, NADA, se compara ao fato de sermos propriedade de Jesus, e estarmos pra sempre onde ele estiver!

Paulo diz em Romanos 8:18: “Pois tenho para mim que as aflições deste tempo presente não se podem comparar com a glória que em nós há de ser revelada.” Essa glória é Jesus! Ele vai se revelar plenamente na sua volta, mas hoje, agora mesmo, podemos experimentar esse lugar de descanso que ele JÁ preparou para nós. “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Ajudador, para que fique convosco para sempre, a saber, o Espírito da verdade, o qual o mundo não pode receber; porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque ele habita convosco, e estará em vós. Não vos deixarei órfãos; voltarei a vós.” (João 14:16-18).

Para você pensar: Tenho deixado meu coração se turbar diante do que me acontece na vida? Já aprendi a olhar pra Jesus, e a confiar e crer na sua palavra? Tenho experimentado a presença do Ajudador (Espírito Santo) na minha vida?

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Isaías 55:9

“Porque, assim como o céu é mais alto do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.”

Você já pensou sobre o fato de que em algum momento de sua vida, talvez quando menos espera, você deixará tudo que está fazendo, todos os projetos em andamento, todos os planos e sonhos sem realizar, e partirá para a eternidade?

Além disso, você já pensou, que no fim de mundo, isso acontecerá com todos os seres humanos ao mesmo tempo?  “…porque numa hora em que não penseis, virá o Filho do homem” (Mt 24.44).

Dificilmente acontece com alguém como aconteceu com Moisés – uma morte anunciada! “Naquele mesmo dia falou o Senhor a Moisés, dizendo: Sobe a este monte de Abarim, ao monte Nebo… e morre no monte a que vais subir…” (Dt 32.48-50). Na verdade, a morte de Moisés foi muito mais do que uma morte anunciada – foi um ato de obediência a uma ordem direta do Senhor!

Fiquei pensando sobre isso esses dias. Se vou ter que abandonar todas minhas atividades e projetos em algum momento desconhecido a mim, qual o valor real disso tudo?  Será que Deus despreza tudo isso e tem valores diferentes dos meus? E se isso é verdade, quais seriam esses valores? Não seria muito mais eficiente eu largar todo o meu esquema e entrar totalmente no esquema dele?

E não estou pensando apenas na morte, no momento final quando Deus nos chama para fora desse mundo temporal. Quantas vezes Deus interrompe a rotina de alguém sem a menor cerimônia e introduz uma direção completamente diferente! Quantas vezes uma resposta a orações perseverantes de muitos anos chega e a pessoa se encontra tão envolvida com seus alvos imediatos, seu esqueminha de cada dia, que ela nem se apercebe da resposta tão ardentemente desejada!

Não ouso pensar que sei as respostas completas a essas indagações. Sinto apenas algumas dicas que poderão ser úteis para alguém. Penso que Deus não despreza nossas rotinas diárias, nossos esqueminhas de formiga. Pelo contrário, acredito que ele faz algumas de suas maiores obras e de efeito mais duradouro usando nossas ações corriqueiras do dia-a-dia como cenário. Ele é Deus e nós somos seres humanos. Ele tem os seus caminhos e nós temos os nossos. Precisamos apreciar os dele mas não somos Deus e nem devemos tentar ser. Ele respeitou tanto a nossa humanidade que se tornou homem como nós.

Após o dilúvio, Deus colocou o arco-íris no céu como sinal de sua aliança de que nunca mais destruiria a terra com um dilúvio. Ele não queria que o homem vivesse sempre atemorizado, aterrorizado, a ponto de não conseguir estabelecer uma rotina de vida. “Enquanto a terra durar, não deixará de haver sementeira e ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e noite” (Gn 8.22).

Portanto, por um lado o próprio Deus se declara a favor de uma rotina saudável, uma ordem natural de causa e efeito. Por outro lado, ele alerta que essa rotina pode se transformar em uma armadilha, uma hipnótica canção de nanar, que nos rouba o verdadeiro sentido da vida, os valores eternos que deveríamos buscar. “Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos; assim será também a vinda do Filho do homem” (Mt 24.38,39).

Resumindo: Penso que precisamos de nossas rotinas, nossos esquemas, nossas esperanças, nossos sonhos, nossos projetos. Devemos trabalhar neles com afinco, dedicação e diligência. Mas não devemos pensar que eles constituem nosso destino, nossa razão de existir. A função deles é apenas para formar um contexto, um cenário, onde algo muito mais importante do que eles está acontecendo. No meio dos nossos caminhos Deus quer nos revelar os seus. De fato, é pelo contraste entre os dois que aprendemos a discernir a presença dele. Os seus caminhos são tão mais altos dos que os nossos, que ele pode invadir e atrapalhar o andamento dos nossos a qualquer momento que será um lucro tremendo. Deus nunca precisa entrar em nosso esquema. Ele é tão louco (aos nossos olhos) que planejou nos introduzir no esquema dele! Se formos fieis no esquema terreno, minúsculo, de formiga, de agora, ele nos colocará depois no seu esquema divino e eterno!

Muito bem, servo bom e fiel; sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor” (Mt 25.23).

Autor: Harold Walker – Publicado originalmente no site da Revista Impacto, com o título “Deus se recusa a encaixar em nosso ‘esquema’!”

Para você pensar: Você tem conduzido sua vida dentro da pespectiva da eternidade? Até que ponto você tem caído na armadilha da rotina? Você está pronto, a qualquer momento, a ter seus planos mudados por Deus?

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Salmo 1:1-2

“Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detem no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores; antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.”

O Salmo 1 apresenta duas (e apenas duas) maneiras de viver: o caminho do mundo ou o caminho da Palavra. Aqueles que “andam no caminho dos ímpios, estão no caminho dos pecadores e se assentam na roda dos escarnecedores” são simplesmente orientados pelos valores do mundo. Esta é a porta larga e fácil levando à destruição (Mateus 7:13).

“Os ímpios” do Salmo 1 são aqueles que buscam a independência de Deus, aqueles que tem apenas uma perspectiva humana e terrena para a vida, aqueles que vivem de acordo com padrões do mundo e não de Deus. Às vezes este modo de vida parece ser o caminho do sucesso, aceitação e prosperidade (veja Salmo 73). No entanto, o Salmo 1 nos ajuda a ver as coisas em perspectiva final: a prosperidade dos ímpios é breve, pois eles são como a palha levada pelo vento.

A alternativa é uma vida de prazer dependente na instrução divina. O “justo” reconhece a pobreza da sabedoria do mundo e seus valores, e assim orienta a sua vida em torno da Palavra revelada de Deus. Esta é a vida de fé (ver Jeremias 17:7-8) que leva a bênção, fecundidade, e comunhão com Deus agora e para sempre. Pense em uma árvore bela e resistente, regada e frutífera (v. 3). Seja a árvore, e não a palha.

O versículo 2 é o versículo chave: “mas tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.” Observe a progressão: Primeiro o prazer, então a meditação. Ter prazer é uma resposta do coração à beleza e valor de algo ou alguém, neste caso, a Palavra de Deus. Mas meditação envolve um pensamento cuidadoso e constante – isso dá trabalho e envolve a vontade.

A meditação bem feita deve servir, fortalecer e sustentar o prazer. A meditação permite que a Palavra penetre nossas mentes, corações e vontades mais profundamente. Através da meditação, somos “transformados pela renovação de nossa mente” (Romanos 12:2). Meditação faz com que as nossas raízes se aprofundem, levando-nos mais e mais à água vivificante da Palavra.

Nossas vidas são incrivelmente envolvidas com distrações. Somos especialistas em fazer muitas coisas, passando rapidamente por muitas atividades, mas sendo superficiais em todas. Portanto, nunca foi tão difícil meditar. É imperativo que busquemos, intencionalmente, cultivar a meditação na Palavra de Deus.

Mas como?

Em primeiro lugar, encontre um horário e local em que você não será incomodado. Em seguida, leia devagar e com cuidado. Leia de novo. Leia de novo. Leia em voz alta (que é o sentido literal da palavra hebraica usada para “meditar” no Salmo 1:2). Leia em oração. Leia com uma caneta na mão. Memorize textos que você lê. Leia com outras pessoas e converse sobre o que vocês leram. Estude um livro da Bíblia com um bom comentário. Adote um plano para a leitura da Bíblia em um ano, e fale sobre o seu plano com um amigo cristão.

Que você possa lançar mão da bênção do Salmo 1 enquanto você sente prazer com a beleza e o valor da Palavra revelada de Deus. E procure manter e reforçar esse prazer por meio da meditação intencional.

Para você pensar: Você tem sentido prazer na leitura da Palavra? Até que ponto você tem deixado as muitas atividades te impedirem de meditar na Palavra de Deus? Não seria agora um bom momento para você parar e se planejar para separar um tempo e um lugar para a leitura diária da Bíblia?

Esta é uma tradução de um texto divulgado no site Desiring God: “Psalm 1: When Delight Overcomes Distraction

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Zacarias 10:1

“Pedi ao Senhor chuva no tempo da chuva serôdia, sim, ao Senhor que faz relâmpagos; e lhes dará chuvas abundantes, e a cada um erva do campo.”

Há duas maneiras diferentes pelas quais podemos encarar os eventos de nossas vidas.

Um é acreditar que todos os eventos e acontecimentos são, em sua maioria, frutos do acaso. O que acontece conosco pode ser resumido em duas palavras: “sorte” ou “azar”. Caso você se deixe levar pelo fluxo da vida, quem sabe o que pode te esperar? Em alguns poucos casos, por alguma intervenção nossa e por meio de nossa própria estratégia, podemos conseguir alterar esse fluxo. Se desejamos algo com muita intensidade (uma casa nova, um casamento, uma viagem, ou seja lá o que for) colocamos nosso empenho, e por nossa própria iniciativa conseguimos alterar o rumo dos acontecimento. E a partir daí, podemos nos vangloriar de que, por conta de nossa inteligência e ousadia, conseguimos alcançar nossos objetivos.

Uma outra maneira é você reconhecer que Deus é soberano sobre sua vida. Consequentemente, nada pode ser fruto do acaso. Cada detalhe, cada aspecto da sua vida, tem um propósito. Não existem coincidências. Não existe “sorte” ou “azar”. Há Alguém que está no controle da situação. Nem se quisermos e nos esforçarmos podemos alterar Seus Planos. Podemos não entender. Podemos não concordar no momento. Mas podemos confiar que o que Ele quer sempre será o melhor para nossas vidas.

É esse aspecto que quero destacar no versículo acima. Qual o sentido de se pedir chuva no tempo da chuva? Oras, se é tempo de chuva, basta esperar que ela virá! Qual o sentido de se pedir algo que já sabemos que é esperado?

A atitude sugerida pelo profeta Zacarias demonstra uma total dependência na soberania de Deus. Este reconhecimento vem de um coração quebrantado, que experimenta a maravilhosa convicção de que todas as coisas são dele, e por ele, e para ele (Romanos 11:36). E confiar nesta soberania nos permite experimentar o melhor que Deus tem para nós. Afinal, ele é quem dá “a cada um erva do campo”.

Para você pensar: Qual é o seu entendimento da soberania de Deus? Este entendimento te leva a se colocar em posição de submissão a esta soberania? Qual a sua experiência em depender desta soberania? Será que hoje você está vivendo alguma situação em que você pode experimentar o suprimento de Deus?

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Salmo 119:97

“Quanto amo a tua lei! Nela medito o dia todo.”

Leia o versículo acima várias vezes, pausadamente. Pense se este versículo é realidade na sua vida. Somente depois disso, continue a ler este texto.

Incrível como um versículo tão simples pode ser tão profundo! O autor demonstra que está verdadeiramente apaixonado pela Lei, pela Palavra de Deus. E qual o resultado dessa paixão? Ele medita na Lei constantemente. Sempre.

É exatamente isso o que acontece quando você se apaixona. Todas as outras coisas perdem um pouco de sua importância e valor, já que o objeto da sua paixão passa a merecer sua atenção especial. Se outra coisa ou pessoa exigir sua atenção, você oferece apenas uma parte dela, de maneira momentânea e obrigatória. Sua paixão nunca deixa de causar uma sombra em todos os acontecimentos e aspectos da sua vida. Esse é o tipo de paixão que precisamos ter pela Palavra do Senhor.

Se fizermos uma pesquisa imparcial ficaremos chocados pelo grande percentual de cristãos que nunca leram a Bíblia inteira. Ficaremos preocupados com a quantidade de cristãos que nem sabem onde suas Bíblias estão guardadas. Ficaremos tristes em saber que a maioria esmagadora lê a Bíblia apenas nos cultos! A verdade é que o Povo de Deus não conhece a Palavra de Deus. E se não conhece, vai meditar sobre o quê? Como vou gastar meus pensamentos e energia em algo pelo qual não sou apaixonado? Sem chances!

A leitura e meditação na Palavra de Deus são, para mim, a maneira mais constante pela qual eu recebo orientação de Deus. É o canal mais eficaz para eu ouvir a voz de Deus. É muito bom ouvir a pregação da Palavra. É muito bom cantar a Palavra. Mas nada substitui aquele momento diário em que, sozinho, só eu e Deus, separo um tempo para Deus falar comigo por meio da sua Palavra.

Minha mãe dizia que, ao ler a Bíblia, algumas vezes parecia que certos versículos pulavam de suas páginas. Você pode ler o mesmo texto centenas de vezes, mas haverá uma única vez em que a verdade da Palavra vai te impactar, vai te constranger, vai te fazer mudar de atitudes, vai te conduzir ao arrependimento. Mas esse momento só virá se você estiver meditando na Palavra.

Você pode argumentar que ler a Bíblia não é uma das atividades mais atrativas. Concordo que nem sempre teremos ânimo ou prazer para ler a Bíblia. Mas uma paixão sempre começa com um contato inicial, mesmo que pequeno. Recomendo que você passe a “namorar” alguns versículos. Escolha alguns que falam mais com você. Escreva em um pequeno pedaço de papel e leve sempre com você. Leia de vez em quando, até decorá-los. Você vai se impressionar com o que vai acontecer. Quanto mais você meditar nessas passagens, mas você vai sentir a presença de Deus. Novos pensamentos sobre os textos vão surgir em sua mente. Isso é Deus falando com você. À medida que esses pensamentos surgirem, escreva o que Deus está falando com você. É assim que acontece comigo.

Para você pensar: Você se considera um apaixonado pela Palavra de Deus? Se fosse para colocar a Palavra de Deus em uma lista de prioridades da sua vida, qual lugar ela ocuparia? Que tal começar, agora mesmo, a “namorar” sua Bíblia?

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1 Crônicas 13:12

“Davi temeu a Deus naquele dia, e perguntou: Como trarei a mim a arca de Deus?”

Quando Davi começou a reinar sobre Israel, a arca de Deus, construída no tempo de Moisés, símbolo da aliança de Deus e de sua presença no meio do seu povo, estava a mais de vinte anos na casa de Abinadabe, de maneira provisória e precária. Davi, então, consultou o povo (e não a Deus) sobre como e de que maneira deveria buscar a arca de Deus.

Esse episódio na vida de Davi nos mostra o perigo de, na tentativa de agradar a Deus, o fazermos de modo incorreto. O resultado acaba sendo exatamente o contrário do que se queria a princípio. E foi o que aconteceu com Davi. Ele fracassou em sua primeira tentativa de buscar a arca de Deus, justamente por desconhecer a maneira correta de se fazer.

Davi planejou o transporte da arca de Deus de modo que se tornasse um evento memorável. Convocou todo o povo de Israel. Preparou um carro de bois novo para o transporte da arca. Retirou a arca de Deus da casa de Abinadabe. Contou, para isso, com a ajuda dos dois filhos de Abinadabe, Uzá e Aiô, para conduzerem o carro. E todo o povo se alegrava e comemorava, pois fazia muito tempo que a arca de Deus estava abandonada. Tudo era motivo de regozijo e celebração. Mas, de repente, os bois tropeçaram e a arca ameaçou cair do carro. Uzá, familiarizado com aquela arca em sua casa a tantos anos, resolveu ampará-la para evitar que caisse. Naquele mesmo instante ele morreu.

Davi se desgostou muito da situação. Afinal ele estava cheio de boas intenções em trazer a arca, e não entendeu o motivo de Deus ter permitido que aquela tragédia acontecesse. O capítulo 13 de 1 Crônicas relata, no versículo acima, que “Davi temeu a Deus naquele dia“. O que era alegria se tornou em temor. E ainda restava uma grande dúvida para Davi: “Como trarei a mim a arca de Deus?

O capítulo 15 de 1 Crônicas mostra que Davi encontrou a resposta. E para isso ele se voltou para o único lugar seguro de se buscar a vontade de Deus: a sua Palavra! Consultando a Lei de Deus ele descobriu que havia uma maneira adequada para se conduzir a arca de Deus. E não era em cima de um carro novo de bois.

Davi descobriu o seguinte (1 Crônicas 15:2): “Ninguém pode levar a arca de Deus, senão os levitas, porque o Senhor os escolheu para levarem a arca de Deus, e para o servirem eternamente.” E depois de reuniar a liderança dos levitas, Davi deu a seguinte ordem (versículo 12): “Santificai-vos, vós e vossos irmãos, para que façais subir a arca do Senhor, Deus de Israel, ao lugar que lhe tenho preparado.” E assim eles o fizeram. O versículo 15 relata que “os levitas trouxeram a arca de Deus aos ombros, pelas varas que nela havia, como Moisés tinha ordenado, conforme a palavra do Senhor.

Quando Deus ordenou que Moises construisse a arca com argolas, por onde passassem varas, era com um objetivo: ela deveria ser carregada nos ombros, por homens separados e santificados para essa função. Incrível como ninguém percebeu que a arca tinha essas argolas e, mesmo assim, tentaram levá-la na primeira tentativa em um carro novo de bois.

Levar a arca em um carro de bois não exige nenhum compromisso, nenhuma responsabilidade. Bastava colocá-la no carro e deixar os bois puxarem, fazerem todo o trabalho pesado. Mas levar nos ombros exigia santificação, aliança e uma certa medida de dedicação. Havia um preço a ser pago.

O carro novo de bois também nos fala da  tentativa de criarmos soluções novas para aquilo que Deus já deu solução. A falta de conhecimento da Palavra de Deus pode levar a cair em erros, ao inventarmos novas “modas” ou “técnicas” que estão em desacordo com a vontade de Deus.

Para você pensar: Você tem se preocupado em estabelecer a presença de Deus na sua vida? Você tem procurado, na Palavra, conhecer como Deus quer que você faça isso? Qual o preço que você está disposto a pagar para ter a presença de Deus?

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2 Crônicas 16:12

“E, no ano trinta e nove do seu reinado, Asa caiu doente de seus pés, a sua doença era em extremo grave; contudo, na sua enfermidade, não buscou ao Senhor, mas antes os médicos.”

Os capítulos 14, 15 e 16 de 2 Crônicas nos contam a história de Asa, rei de Judá. Quarto rei descendente direto de Davi, Asa teve um excelente início de reinado, conforme podemos ver nos capítulos 14 e 15. No capítulo 14, versículo 2, diz que ele “fez o que era bom e reto aos olhos do Senhor seu Deus.” No começo do capítulo vemos que ele promoveu um retorno ao culto ao Senhor, removendo os altares dos deuses estranhos. Também fortificou várias cidades de Judá, “pois a terra estava em paz” e “o Senhor lhe dera repouso” (versículo 6).

No final do capítulo 14 vemos um momento marcante em seu reinado, onde a fé e a confiaça de Asa no Senhor foram colocadas à prova. Diante de um exército etíope de “um milhão de homens e trezentos carros” (versículo 9), e contando com um exercíto que chegava a pouco mais da metade disso (versículo 8), Asa fez uma das orações que mais demonstram fé e confiança em toda a Bíblia (versículo 11). Como resultado, o Senhor promoveu uma grande vitória ao povo de Judá, vitória considerada impossível aos olhos humanos.

O capítulo 15 continua mostrando a correta atitude de Asa para com o Senhor, descrevendo um momento de avivamento para o povo de Judá. Asa, em resposta a uma palavra profética, promoveu a renovação da aliança entre o povo e o Senhor. “Entraram em aliança para buscarem o Senhor, Deus de seus pais, de todo o coração, e de toda a sua alma.” (versículo 12).

Se a história terminasse aqui, Asa teria sido contado entre aqueles poucos reis que seguiram a Deus de forma correta, e teria terminado seus dias como um rei que “era bom e reto aos olhos do Senhor seu Deus“. Mas não foi isso o que aconteceu.

No capítulo 16 o reino de Judá sofreu um bloqueio militar promovido pelo reino de Israel, impedindo o trânsito de pessoas entre Judá e Israel. Pense bem: O que é mais difícil aos olhos humanos? Vencer um exercíto de um milhão de pessoas, ou vencer um bloqueio militar? Será que a experiência anterior não havia ensinado a Asa a depender totalmente do Senhor? Pois Asa, dessa vez, resolveu não confiar no Senhor e na aliança que havia sido estabelecida, e buscou uma nova aliança, dessa vez com o rei da Síria (versículo 2).

A aliança com a Síria surtiu o efeito desejado, mas Asa recebeu uma palavra profética de repreensão por não ter confiado no Senhor (versículos 7 a 9). De forma inexplicável, o coração de Asa se endureceu, se enfureceu contra o profeta, lançando-o no cárcere, e ainda oprimiu alguns do povo (versículo 10). E a história de Asa acaba de forma triste, com uma doença grave dos pés, mas sem buscar ao Senhor.

A história de Asa nos faz pensar. Não importa como sua história começa, mas sim como termina. Não adianta nada ter experiências fortes com Deus, ver e testemunhar seu livramento, mas em algum ponto de sua vida você perder essa fé e confiança no Senhor. Muito mais importante do que ter experiências com o Senhor, precisamos nos preocupar em manter um relacionamento íntimo com ele. Mateus 7:22-23 nos faz esse mesmo alerta. Em algum ponto o orgulho entrou no coração de Asa, impedindo-o de continuar a depender do Senhor. Isso foi o início de sua queda.

Para você pensar: Você tem experimentado confiar no Senhor em todas as situações? Você já viu e experimentou o livramento do Senhor? Até que ponto essas experiências tem sido motivo de orgulho para seu coração? Você se preocupa em manter um relacionamento íntimo, diário e intenso com o Senhor, fruto de um coração totalmente quebrantado?

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Romanos 8:35

Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?

Percebemos três coisas neste versículo:

1. Cristo nos ama agora.

Uma esposa pode dizer a respeito do seu marido que está morrendo: Nada irá me separar do seu amor. O que ela quer dizer é que a memória do amor de seu marido será algo doce e poderoso pelo restante de sua vida. Mas não é isso o que Paulo quer dizer aqui. Em Romanos 8:34 é dito claramente que “é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.” A razão de Paulo poder dizer que nada irá nos separar do amor de Cristo é pelo fato de que Cristo está vivo e ele ainda nos ama agora. Ele está à direita de Deus e, por esse motivo, ele governa por nós. E ele está intercedendo por nós, o que significa que ele quer garantir que sua obra completa de redenção nos salve de fato, hora após hora, e nos conduza a salvo para a alegria eterna. Seu amor não é uma memória. É uma ação contínua, momento a momento, conduzida pelo onipotente e vivo Filho de Deus, para nos conduzir a uma alegria sem fim.

2. Este amor de Cristo é efetivo em nos proteger da separação, e portanto não é uma amor universal para todos, mas um amor particular para o seu povo – aqueles que, de acorco com Romanos 8:28, amam a Deus e são chamados conforme o seu propósito.

Este é o amor de Efésios 5:25: “Maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela.” É o amor de Cristo pela igreja, sua noiva. Cristo tem um amor para todos, mas ele tem um amor especial, guardado, reservado para sua noiva. Você sabe que é parte da noiva se você confia em Cristo. Qualquer pessoa, sem exceções, que confia em Cristo pode dizer: “Eu sou parte da sua noiva, da sua igreja, daqueles que são chamados e escolhidos, daqueles que o versículo 35 diz estarem guardados e protegidos contra o que quer que seja.

3. Este amor onipotente, efetivo e protetor não evita que passemos por calamidades nesta vida, mas nos conduz a salvo para a alegria eterna com Deus.

A morte pode nos alcançar, mas não vai nos separar. Então, quando Paulo diz no versículo 35 que a “espada” não nos separará do amor de Cristo, ele quer dizer o seguinte: mesmo que sejamos mortos pela “espada” nós não nos separaremos do amor de Cristo.

Portanto, o resumo do assunto no versículo 35 é este: Jesus Cristo ama poderosamente seu povo, com um amor onipotente, momento a momento, que nem sempre nos resgata da calamidade, mas nos preserva para a alegria eterna em sua presença, mesmo através do sofrimento e morte.

Para você pensar: Você tem compreendido a verdadeira natureza do amor de Cristo? Você tem experimentado o amor de Cristo em todas as situações?

Traduzido com autorização do site Desiring God, baseado em uma pregação de John Piper de 2002.

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