2 Reis 18:1-5

“E sucedeu que, no terceiro ano de Oséias, filho de Elá, rei de Israel, começou a reinar Ezequias, filho de Acaz, rei de Judá. Tinha vinte e cinco anos de idade quando começou a reinar, e vinte e nove anos reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Abi, filha de Zacarias. E fez o que era reto aos olhos do Senhor, conforme tudo o que fizera Davi, seu pai. Ele tirou os altos, quebrou as estátuas, deitou abaixo os bosques, e fez em pedaços a serpente de metal que Moisés fizera; porquanto até àquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso, e lhe chamaram Neustã. No Senhor Deus de Israel confiou, de maneira que depois dele não houve quem lhe fosse semelhante entre todos os reis de Judá, nem entre os que foram antes dele.”

Chega a dar desânimo quando lemos os livros de Reis, que descrevem o que aconteceu depois da época de Salomão. Parece que havia uma disputa para ver quem seria pior rei que o anterior. Com raras exceções, a descendência de Davi não fez jus à aliança que Deus fez com o homem segundo o Seu coração.

No entanto Deus permaneceu fiel a essa aliança. E quase 300 anos depois um dos descendentes de Davi, Ezequias, resolveu se voltar para Deus e renovar a aliança com o Senhor. E entre seus atos encontramos um evento interessante: a destruição da serpente de metal chamada Neustã (pedaço de bronze, em hebraico), que Moisés, sob orientação de Deus, havia feito cerca de 700 anos antes (Números 21). No tempo de Moisés, no deserto, e por causa do pecado do povo, Deus permitiu que serpentes aparecessem no meio das tendas, e as pessoas começaram a morrer por causa das picadas dessas serpentes. Nesse ponto, depois da oração de Moisés, Deus ordenou que fosse feita uma serpente de bronze, que ela fosse colocada no alto de uma haste, e que todo aquele que simplesmente olhasse para essa serpente de bronze, viveria.

Qual o motivo de Deus ter ordenado isso? Haveria algum propósito? Não teria sido mais fácil Deus simplesmente ter acabado com as serpentes? Em João 3:14-15 nós temos uma pista, segundo as palavras de Jesus: “E como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado; Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” Aquela serpente de bronze era uma profecia de Jesus, que nos traz a salvação apenas pelo fato de crermos. Nada do que fizermos poderá ser de alguma utilidade para efeito de salvação. A salvação vem apenas pela fé em Jesus. Deus, por meio de um ato que naquele momento ninguém viu o motivo, estava mostrando (e ao mesmo tempo mantendo em segredo) seu plano eterno.

E durante 700 anos não temos mais nenhuma menção na Bíblia sobre essa serpente de bronze. Só no tempo de Ezequias descobrimos que ela se tornou um objeto de idolatria, para a qual o povo ainda queimava incenso. Deus usou aquele pedaço de bronze para servir de cura para o povo e, ao mesmo tempo, apontar para Jesus. Mas o povo preferiu adorar o objeto usado por Deus, do que adorar ao próprio Deus.

Isso nos traz um alerta muito sério. Assim como naquela época, hoje Deus pode usar pessoas, objetos ou lugares para se revelar a nós. Por meio destes instrumentos temos experiências fortes com Deus e que marcam nossas vidas. Podem ser pessoas que um dia nos trazem uma palavra de consolo, ou são canais usados por Deus para nos abençoar. Podem ser lugares nos quais experimentamos a presença de Deus e o Seu mover. Podem até ser objetos, como a serpente de bronze usada por Moisés, pelos quais Deus traz livramento, cura e libertação. Mas não importa o canal usado. Em todas essas situações precisamos ter em mente que a origem de tudo está em Deus.

A partir do momento em que começamos a valorizar as pessoas, lugares ou objetos mais do que ao próprio Deus, caimos no mesmo erro do povo de Israel. Durante 700 anos aquela serpente de bronze não trouxe mais livramento. Ela não foi mais usada por Deus. Mas mesmo assim o povo a idolatrava. Parece que os seres humanos são muito ligados ao que se pode ver, tocar e ser percebido pelos sentidos naturais. Mas nosso relacionamento com Deus não pode ser baseado no visível, no perceptivel. Jesus disse que “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (João 4:24).

A partir do momento em que percebermos que Deus usa quem ou o que Ele quiser,  não precisaremos mais viver de lembranças de experiências passadas, ou nos apegando a pessoas, lugares ou objetos. Deus é um Deus criativo. A cada dia Deus quer se revelar a você de maneira diferente. E a cada nova experiência seu conhecimento de Deus vai crescer.

Para você pensar: Você já teve alguma experiência forte com Deus? Se teve, qual foi o canal que Deus usou para te trazer libertação, cura ou livramento? Será que você não tem alguma “Neustã” em sua vida? A quanto tempo você não tem novas experiências com Deus?

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Sobre Wilson Moraes

Brasileiro, casado com a Maria José, pai do Gabriel, da Jordana e da Camila. Procurando servir a Deus de maneira intensa e verdadeira. Colocando minha vida a serviço do Seu Reino.
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Uma resposta para 2 Reis 18:1-5

  1. Maithê disse:

    tremenda palavra!Gosto de ouvir explanações da Palavra de Deus, de acordo com Seu modo de pensar, igualmente vi aqui.grata Meu Pai!

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