Gênesis 1:1

No princípio criou Deus os céus e a terra.

Os cientistas ficam muito frustrados ao lerem este primeiro versículo da Bíblia. A origem de todo o Universo se resume a essa simples declaração. Não há explicações maiores sobre como Deus fez ou o motivo de Deus ter feito. Ele simplesmente fez. A criação do Universo aqui é apenas um prelúdio para a história principal que se desenvolve a seguir: a criação do homem. Mas mesmo sem entrar em detalhes sobre a criação dos céus e da terra, o assunto volta a ser tocado diversas vezes nas Escrituras. Ao lermos essas passagens chegamos à conclusão de que Deus tem um interesse muito grande no destino dos céus e da terra. E se Ele tem interesse, também deveríamos ter um entendimento melhor do assunto.

Salmo 115:16 – “Os céus são os céus do Senhor, mas a terra, deu-a ele aos filhos dos homens.”– De quem são os céus? São do Senhor. E de quem é a terra? A terra nos foi dada! Essa afirmação é preocupante. Preocupante para aqueles que tem como alvo irem para o céu. Ir para o céu é uma crença forte no meio evangélico, mas não encontra muito amparo nas Escrituras. A sensação que temos é que os crentes tem uma esperança baseada na fuga deste planeta, que está condenado, para um destino celestial, onde não se sabe muito o que se vai fazer, mas que seria infinitamente melhor do que aqui. Mas o salmista nesta passagem deixa bem claro qual o local destinado à humanidade. Nosso lugar é aqui. Não podemos abandonar nossa herança. Ainda temos que cumprir a ordem dada a Adão: “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a.” (Gênesis 1:28).

Isaías 65:17 – “Pois eis que eu crio novos céus e nova terra…”– Deus aqui promete o surgimento de novos céus e nova terra. Não apenas novos céus. Uma nova terra também. Interessante. Ora, se a terra está condenada, qual o motivo de se criar nova terra? Quem habitaria nessa nova terra? Esses novos céus e terra são de fato totalmente novos ou serão frutos de uma “reciclagem”? Se você conhece a Bíblia com certeza sabe que já ocorreu uma “reciclagem” desse tipo com o dilúvio, na época de Noé. E o apóstolo Pedro vincula essa primeira “reciclagem” à próxima que provocará a criação de novos céus e nova terra: “Pois eles de propósito ignoram isto, que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste; pelas quais coisas pereceu o mundo de então, afogado em água; mas os céus e a terra de agora, pela mesma palavra, têm sido guardados para o fogo, sendo reservados para o dia do juízo e da perdição dos homens ímpios.” (2 Pedro 3:5-7).

Mateus 5: 3 e 5 – “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus…Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra.” – O propósito original de Deus não era que céus e terra estivessem separados. No Jardim do Éden havia uma conexão direta entre os dois lugares. Podemos perceber que a comunhão entre Adão e Deus era de tal forma intensa, que nem havia a noção de separação entre entre o divino e o terreno. Deus conversava com Adão diretamente. Adão tinha acesso completo à presença de Deus. Esse era o motivo do homem ter sido criado à imagem e semelhança de Deus, para que houvesse possibilidade de um relacionamento. Assim como não podemos nos relacionar plenamente com animais, por mais afeiçoados que sejamos a eles, assim também Deus não teria como se relacionar verdadeiramente com uma criatura, a não ser que ela pudesse corresponder,  na mesma intensidade, ao seu desejo de comunhão. Quando Jesus afirmou que o reino dos céus é dos humildes de espírito, e que os mansos herdarão a terra, na verdade ele está afirmando, em outras palavras, que o propósito inicial de Deus se concretizará: seremos pessoas que, assim como Adão, serão cidadãos do reino dos céus e, ao mesmo tempo, teremos direito hereditário sobre a terra. Eu não sei você, mas fico muito animado com a idéia e abismado em perceber a perfeição do plano de Deus para a humanidade.

Mateus 6:10 – “Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.” – Neste texto, retirado da oração que Jesus ensinou (Mateus 6:9-13) podemos ver que o Reino de Deus tem uma alvo bem claro. Ele tem origem nos céus, mas a intenção primordial de Deus é que o Reino seja estabelecido na terra também. E esse é caminho: sai dos céus (onde a vontade de Deus já é soberana) e vem para a terra (onde a vontade de Deus ainda não é plenamente satisfeita). Não é da terra para os céus. Somos os agentes dos céus, com a responsabilidade de estabeler o Reino de Deus aqui na terra. Não somos chamados para fugir de um reino inimigo para o Reino de Deus nos céus. Somos chamados a estabelecer o Reino de Deus em um lugar onde a vontade de Deus já reinou no passado, mas não atualmente. Essa é a nossa tarefa. Essa é a nossa esperança. Essa era a esperança de Pedro: “Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça.” (1 Pedro 3:13).

Para você pensar: Até que ponto você compreende qual o seu destino no plano de Deus? Qual tem sido a sua esperança em relação ao Reino de Deus? Você compreende que Deus te chama para ser um agente da expansão do Seu Reino aqui na terra?

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Sobre Wilson Moraes

Brasileiro, casado com a Maria José, pai do Gabriel, da Jordana e da Camila. Procurando servir a Deus de maneira intensa e verdadeira. Colocando minha vida a serviço do Seu Reino.
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