2 Coríntios 5:21

Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.

Somos impactados por qualquer forma de injustiça. Um estrupador ou assassino que escapa ileso e sem a devida condenação de seus crimes nos causa revolta e indignação. Um juiz que, ao permitir que um corrupto ou criminoso não sofra a pena devida, produz em nós o mais profundo sentimento de desprezo.

Este senso de justiça que temos espelha, de certa forma, a natureza divina que há em nós, que fomos criados à imagem e semelhança de Deus. Este senso de justiça se reflete também em nossas leis. Cada país tem sua constituição, que procura expressar o fundamento jurídico sobre o qual se baseiam todas as demais leis. E uma lei promulgada, para ser alterada novamente, precisa passar por todo um processo de muita justificativa, discussão e ponderação. As leis não podem ser mudadas constantemente. Quando isso ocorre, há uma insegurança jurídica, uma verdadeira anarquia, já que ninguém sabe se o que é legal hoje não pode ser ilegal amanhã, e vice-versa.

As leis da natureza, por sua vez, são imutáveis. A lei da gravidade, por exemplo, desde o início da criação, obedece ao mesmo princípio. Caso contrário todo o Universo entraria em colapso, já que a forma de organização dos planetas, estrelas e galáxias se baseia nesta simples lei. Ainda bem que podemos confiar que esta lei nunca falhará. Se tivéssemos alguma dúvida, sempre sairíamos de casa com medo de, de repente, nos desprendermos do solo e vagarmos indefinidamente no espaço, sem rumo.

A Bíblia nos dá um exemplo de um império que levava a sério as leis que eram promulgadas. Em Ester 3:12 vemos que o maldoso Hamã, com o anel do rei assírio Assuero (ou Xerxes, em outra tradução), selou leis determinando a destruição do povo judeu. Mais tarde o rei foi alertado dos maus intentos de Hamã. Mas mesmo sendo rei, ele não poderia revogar a lei selada com o anel real (Ester 8:8). A solução encontrada foi emitir nova lei que permitia ao povo judeu se defender de seus eventuais inimigos (Ester 8:10-11).

Nas igrejas hoje em dia ouvimos com frequência que Deus é Amor. Sim, Deus é Amor. Mas há um outro atributo de Deus, não tão divulgado, que é tão importante quanto este: Deus é Justiça! Isto significa que quando Deus estabelece certas regras, nem Ele pode quebrá-las. Se quebrasse, deixaria de ser coerente com sua própria palavra. Deixaria de ser Deus. Em vez de Deus, teríamos apenas um deus, como os deuses romanos e gregos, cheios de humores e temperamentos inesperados e incoerentes. E ai de nós se tívessemos um Deus que sempre estivesse “quebrando o galho” pra alguém, que passasse a mão na cabeça daqueles que transgredissem suas leis! Todas as regras do Universo estariam em perigo, e viveríamos ao sabor dos humores de um Deus soberano, mas totalmente inconstante.

Da mesma forma que a idéia de um juíz injusto nos causa estranheza, mais ainda deveríamos ficar inconformados com um Deus que não fosse fiel com suas próprias leis.

A alguns dias ouvi alguém fazer o seguinte comentário: “Ora, se Deus de fato ama o mundo, como diz João 3:16, qual seria a necessidade de mandar seu Filho para morrer por nós? Não bastaria simplesmente nos perdoar? Não seria mais simples e menos traumático?” Quando entendemos a natureza de Deus, e o que o atributo da Justiça significa para Ele, começamos a entender melhor que o sacrifício de Jesus era a única solução possível.

Em Gênesis Deus declarou: No dia em que o homem comesse da árvore do conhecimento do bem e do mal ele morreria (Gênesis 3:3). Ali ele colocou uma opção: Ou o homem viveria em comunhão com Deus, obedecendo Sua vontade e tendo acesso à vida eterna, ou o homem escolheria desobedecer a Deus, fazendo sua própria vontade, saindo da presença do Autor da vida, e vivendo as consequências dessa escolha. Ali Deus estabeleceu uma lei. O resto da história nós conhecemos.

Por meio de Jesus a Justiça de Deus foi exercida. A punição que a raça humana merecia caiu sobre Jesus. Por meio de Jesus o Amor de Deus foi demostrado. Jesus foi a solução perfeita!

Para você pensar: Qual o seu entendimento da Justiça de Deus? Você consegue compreender a estratégia usada por Deus, em Jesus, para nos justificar? Você tem noção do que Jesus teve que abrir mão para, ao mesmo tempo, ser instrumento da Justiça e do Amor de Deus?

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Sobre Wilson Moraes

Brasileiro, casado com a Maria José, pai do Gabriel, da Jordana e da Camila. Procurando servir a Deus de maneira intensa e verdadeira. Colocando minha vida a serviço do Seu Reino.
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Uma resposta para 2 Coríntios 5:21

  1. Crismacleiton disse:

    Muito edificante.nosso Deus e justiça em cristo Jesus.crismacleiton

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