João 3:16

Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.

Esta, provavelmente, é uma das passagens da Biblia mais conhecidas, decoradas e comentadas. Desde criança, na escola dominical, somos incentivados a citar essa passagem de memória. E por isso mesmo corremos o risco de perder a riqueza contida nestas poucas palavras. De tanto repetir esse versículo nem percebemos os escândalos nele contidos. Nem mesmo nos lembramos que foi o próprio Jesus quem disse essas palavras, no diálogo que manteve com Nicodemos. Quero convidar você a renovar o sentido deste versículo, meditando nas suas palavras e expressões:

“mundo” – É bom deixar claro que esta palavra não se refere ao mundo físico, ao universo ou ao planeta. O mundo, aqui, são as pessoas. Elas, todas elas, são alvo do amor de Deus. E não apenas as que vivem neste momento, mas todas as que já nasceram ou ainda nascerão. Aqui está o primeiro escândalo: O amor de Deus cobre todas as pessoas, em todos os lugares e em todos os tempos. Sem distinção de origem, comportamento, atos ou idade. Desde aqueles merecedores de nossa admiração, até mesmo aqueles considerados crápulas, assassinos e merecedores de nosso despezo. Deus ama a todos.

“de tal maneira” – Deus não nos ama pouco. Deus não nos ama apenas o suficiente. Se você for pai ou mãe, sabe muito bem que é difícil imaginar algo que possa atrair mais nosso amor do que um filho. Mas será que você, como pai ou mãe, poderia amar mais a outra pessoa do que ao seu próprio filho?  E ainda mais a ponto de dar a vida de seu filho em favor dessa pessoa? Chega a parecer algo escandaloso, difícil de se compreender ou até mesmo doentio. Pois este é o tipo de amor com o qual Deus nos amou. A intensidade desse amor é tamanha que o apóstolo João não escontrou palavra que pudesse expressar sua intensidade. Ele nos amou de tal maneira!

“deu” – Agora imagine que o objeto desse amor, que valeria à pena até mesmo a vida do filho de Deus, nem tivesse se importando com isso. E mesmo assim, Deus deu a vida de seu filho por esse objeto. Eu não sei como você enxerga isso, mas pra mim um amor desse tipo chega a ser escandaloso! Deus amou o mundo e fez essa doação sem esperar que o mundo correspondesse. Não tem nada a pagar. Ele quis fazer, e fez! Não depende do que eu ou você façamos. O resgate já foi pago. Ele simplesmente deu!

“todo aquele que nele crer” – Em nossa capacidade de julgamento, muitas vezes, excluimos pessoas que consideramos “más” da graça de Deus. Afinal, como imaginar que, por exemplo, Hitler fosse merecedor da graça de Deus? No entanto, até ele está incluso no alvo do amor de Deus. E aqui temos outro escândalo. Nós poderíamos, do alto do nosso senso de justiça, estabelecer critérios para impedir ou barrar pessoas consideradas não merecedoras da graça de Deus. Mas se Deus fizesse isso a graça de Deus deixaria de ser “graça”. E a verdade é que se Deus fosse aplicar a justiça devida ninguém mereceria!

vida eterna” – Com certeza você já leu livros ou assistiu filmes que falam sobre a busca da “fonte da juventude”. Um dos sonhos mais acalentados pela humanidade é a descoberta de uma forma de manter a vida indefinidamente. Os cientistas buscam de todas as formas descobrir algum gatilho interno em nossas células que impeça a sua deterioração. Evitar a morte é um sonho de toda a humanidade. Mesmo nos dias de Jesus havia essa preocupação (Mateus 19:16-22). Há uma única opção para se garantir a vida eterna: aceitar a oferta feita pelo Autor da Vida. Jesus disse em João 4:14 que ele tinha uma água a ser  dada, que faria uma fonte de água jorrar para a vida eterna do interior de quem a recebesse. Não é errado buscarmos a vida eterna. Precisamos apenas entender que a vida eterna não é apenas viver indefinidamente. Vida eterna é relacionamento. Relacionamento com Deus e seu Filho! (João 17:3)

Para você pensar: Você consegue perceber a intensidade do amor de Deus? Você compreende que o amor é incondicional? Você entende que a vida eterna envolve um relacionamento intenso com Deus? Você tem cultivado esse relacionamento?

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Isaías 6:1-8

“No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as orlas do seu manto enchiam o templo. Ao seu redor havia serafins; cada um tinha seis asas; com duas cobria o rosto, e com duas cobria os pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da sua glória. E as bases dos limiares moveram-se à voz do que clamava, e a casa se enchia de fumaça. Então disse eu: Ai de mim! pois estou perdido; porque sou homem de lábios impuros, e habito no meio dum povo de impuros lábios; e os meus olhos viram o rei, o Senhor dos exércitos! Então voou para mim um dos serafins, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; e com a brasa tocou-me a boca, e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniqüidade foi tirada, e perdoado o teu pecado. Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem irá por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim.”

Estar na presença de Deus não é brincadeira!  A pessoa que é confrontada com a santidade de Deus pela primeira vez só pode ter uma reação: terror! Por natureza temos aversão a Deus. Isto vem desde Adão, quando ele, depois de pecar, procurou se esconder de Deus entre as árvores do Jardim do Éden (Gênesis 3:8). E até no fim dos tempos o terror da presença do Senhor ainda será terrível para muita gente (Apocalipse 6:15-16). Não há na Bíblia nenhum relato de um primeiro encontro entre homem e Deus que tenha sido agradável para o homem. Isaías sentiu esse desespero, ao perceber a diferença e contraste entre a grandeza, majestade e justiça de Deus, e a sua condição miserável, pecadora e cheia de falhas.

A literatura hebraica usa a repetição das palavras quando quer dar ênfase a algo. É o equivalente ao nosso ponto de exclamação. Temos vários exemplos na Bíblia. Deus chamou “Samuel! Samuel!” (I Samuel 3:4). Jesus clamou contra Jerusalém: “Jerusalém, Jerusalém!” (Mateus 23:37). E Jesus mesmo, em várias ocasiões, quando queria chamar a atenção para um assunto importante dizia: “Em verdade, em verdade vos digo…”. Nesta passagem em Isaías a intensidade e força da santidade de Deus é proclamada pelos serafins 3 vezes! É muita santidade! No fim dos tempos esta mesma santidade será proclamada mais uma vez (Apocalipse 4:8). É tanta santidade que nem os serafins, anjos fortes e poderosos, se atrevem a encaram Deus, e encobrem seus rostos com suas asas.

A santidade de Deus não é algo agradável para o homem natural. A santidade de Deus incomoda. Apenas os nascidos de novo podem experimentar prazer diante do trono de Deus, e apenas se for pelo sangue de Jesus. Caso contrário, a sensação não será nada agradável. Enquanto vivermos nossas vidas cotidianas, envolvidos em nossas rotinas, conformados com nossa maldade, no meio de outros que também são maus (se bem que ninguém admite que é mal), nossa podridão não vai nos incomodar. Mas a partir do momento que temos uma visão, mesmo que leve, da santidade de Deus, todo nosso chão some! A diferença entre nossa vida e a santidade de Deus nos faz lembrar que somos merecedores da sua justa ira. Foi esta a sensação que Isaías experimentou: “Ai de mim, pois estou perdido!“.

Só havia uma maneira de Isaías continuar na presença de Deus sem que fosse exterminado: seu pecado teria que ser removido. Trevas e Luz não combinam. Não há como a injustiça permanecer diante do Justo. Não há como Pecado e Glória ocuparem o mesmo lugar (Romanos 3:23). E só há uma maneira de removermos o pecado. Há uma só “brasa” que Deus providenciou em nosso favor. Só existe um, e somente um único caminho que nos leva a Deus: Jesus (João 14:6). Somente por meio dele temos salvação e condições de permancer na presença de Deus.

Mas nosso alvo não é apenas estar na presença de Deus. Perdão dos pecados não apenas nos dá acesso ao Trono do Senhor, como também nos capacita a fazer sua Obra. Sim, há uma Obra a ser realizada, Deus tem um plano a ser concretizado. E para isso ele precisa de mim e de você! Não somos salvos apenas para nosso próprio benefício, e ficarmos inúteis na presença de Deus. Deus quer alcançar outros e precisa enviar mensageiros com essa mensagem. A grande pergunta é: A quem ele enviará? Deus espera de nós a mesma resposta e disposição que Isaías teve: “Eis-me aqui, envia-me a mim.

Para você pensar: Você entende que estar na presença de Deus não é brincadeira? Você já foi confrontado com sua real natureza diante do Trono do Senhor? Você já percebeu que, se não fosse pelo livramento do Senhor, você estaria perdido? Qual tem sido sua resposta ao clamor do coração de Deus por portadores de Sua mensagem?

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Habacuque 3:17-18

“Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto nas vides; ainda que falhe o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que o rebanho seja exterminado da malhada e nos currais não haja gado. Todavia eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação.”

O livro de Habacuque, do Antigo Testamento, tem apenas 3 capítulos, em um total de 56 versículos. Te desafio a que você tome um tempo agora, e leia este pequeno livro, antes de continuar esta leitura.

O texto que está em destaque trata-se de uma das mais belas passagens da Bíblia. No versículo 17 o profeta relaciona em 6 tópicos tudo aquilo que de pior poderia acontecer naquela época, envolvendo toda a cadeia da economia local. Em palavras de hoje seria o equivalente a dizer: “Ainda que o salário não seja suficiente, nem que o mercado de ações não dê lucro: ainda que os investimentos não tenham retorno, e que eu perca o emprego; ainda que meu fundo de pensão possa falir e toda minha poupança se esgotar.” O profeta não poderia pintar um quadro pior. Mas o versículo 18 mostra uma reviravolta. Independentemente do cenário externo, o profeta demonstra total confiança, alegria e fé no Senhor Deus. Mas se você leu o livro todo, pode perceber que este lindo salmo não espelha a atitude anterior do profeta. Esta confiança demostrada pelo profeta é resultado de uma resposta de oração.

Uma das coisas que mais me impressiona quando leio Habacuque é a quantidade de perguntas que ele faz a Deus. Contei 17 questionamentos de Habacuque, sendo que a maioria ele faz diretamente a Deus. Isso me fez pensar no tipo de oração que faço. Se oro apenas pedindo, ou mesmo agradecendo, este tipo de oração não envolve diálogo. Se meus filhos, por exemplo, sempre me abordam para pedir algo ou para agradecer por algo, não há assunto para uma conversa! Sempre que surge uma curiosidade na mente de uma criança pequena, e ela se dirige a seus pais, ela espera uma resposta, por mais ingênua que seja a pergunta. Lembre-se disso na próxima vez que orar. Qual foi a última vez que você questionou a Deus sobre uma situação? Até mesmo Jesus, na cruz, no momento mais difícil, se dirigiu a Deus com uma pergunta: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Marcos 15:34).

Mas se lembre também que, assim como Habacuque, ao fazer uma pergunta, nem sempre a resposta vem rapidamente. “Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás?” (Habacuque 1:2).  Muitas vezes você precisará subir à “torre de vigia” (Habacuque 2:1), um lugar onde o profeta ficou até receber a resposta. É necessário ter perseverança na oração.

Algumas perguntas de Habacuque chegam a ser bem ousadas. “Por que te calas quando o ímpio devora aquele que é mais justo do que ele?” (Habacuque 1:13). Em outras palavras, Habacuque estava questionando até mesmo se Deus era de fato justo. Tenho certeza que Deus prefere uma oração assim do que uma vã repetição. Deus gosta de se revelar a corações agoniados e aflitos. Jó também passou por uma situação assim: “Ah! se eu soubesse onde encontrá-lo! Então me chegaria ao seu tribunal. Exporia ante ele a minha causa, e encheria a minha boca de argumentos.” (Jó 23:3-4).

E o que acontece quando Deus responde? Em Habacuque 3:3-15 o profeta descreve a visão que ele teve quando Deus respondeu suas perguntas. A glória de Deus enchendo os céus, e a visão e o alcance de seu poder, foram suficientes para que Habacuque percebesse a pequenez de seus questionamentos. Ainda lembrando de Jó, ele também passou por experiência semelhante: “Certamente falei do que não entendia, coisas maravilhosas demais para mim, e que eu não compreendia… Com os ouvidos eu ouvira falar de ti, mas agora te vêem meus olhos. Por isso me abomino, e me arrependo no pó e na cinza.” (Jó 42:3,5 e 6). Veja a reação semelhante que Habacuque teve: “Ouvindo-o eu, o meu ventre se comove, à sua voz tremem os meus lábios; entra a podridão nos meus ossos, e minhas pernas estremecem.” (Habacuque 3:16). Assim como precisamos ser perseverantes na oração, precisamos estar preparados para a resposta! Quando Deus se revela àqueles que o buscam, esta experiência revela quem Deus realmente é, e quem realmente somos. E esta revelação vai mudar sua vida, e a maneira como você se relaciona com Deus.

Para você pensar: Em suas orações você tem questionado a Deus sobre o que ele quer de certas situações? Você tem perseverado em buscar e esperar de Deus uma resposta? Ao buscar a resposta, você entende que Deus pode mudar sua vida, ao te responder? Quantas vezes você já passou por esta experiência?

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Efésios 3:1

“Por esta causa eu, Paulo, sou o prisioneiro de Jesus Cristo por vós, os gentios.”

A “causa” pela qual Paulo se considerava prisioneiro de Cristo está bem descrita no capítulo 2 de Efésios. Paulo foi chamado para levar o Evangelho às nações, aos gentios, àqueles que antes estavam “sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo.” (Efésios 2:12). Antes de Jesus Cristo, durante todo o Antigo Testamento, vemos que o plano de Deus estava direcionado principalmente para a nação de Israel. Mas havia diversas pistas de que o plano de Deus não era exclusivo dos judeus. Para Abraão foi dito que ele seria uma benção para todas as famílias da terra (Gênesis 12:3). Salmo 96:3 diz: “Anunciai entre as nações a sua glória; entre todos os povos as suas maravilhas.

Mas mesmo com estas e outras pistas, o entendimento de que o Evangelho também era para os gentios (como eu e você, se não formos judeus) era algo totalmente impressionante para a época de Paulo e de difícil aceitação. Basta verificar a dificuldade encontrada pelos apóstolos quando o centurião Cornélio, que era romano, se converteu (leia Atos 10). Paulo chega a chamar esse entendimento de “mistério” (Efésios 3:3 e 6), algo que esteve oculto por gerações. Esta era a causa pela qual Paulo estava disposto a dar a própria vida.

Temos a tendência de imaginar a vida de Paulo como uma sequência de viagens e aventuras, levando o Evangelho a uma região muito grande. E de fato, considerando as condições de viagem e a tecnologia da época, podemos afirmar, com certeza, que a obra missionária de Paulo foi de um alcance incrível. No entanto nos esquecemos que Paulo passou anos na prisão. Quando ele afirma nesta passagem que ele era “prisioneiro de Jesus Cristo” não se trata de uma linguagem figurada. Ele não apenas ficou preso como passou por sofrimentos físicos na prisão. Paulo afirma em Gálatas 6:17: “Trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus”, referindo-se aos açoitamentos que eram prática comum nas prisões romanas.

Mas mesmo passando tanto tempo no cárcere, o ministério de Paulo não foi prejudicado por este fato. Muito pelo contrário! Graças às prisões de Paulo hoje nós temos o Novo Testamento! Boa parte de suas epístolas foram escritas ali, inclusive Efésios. Se as viagens missionárias de Paulo, enquanto livre, tiveram um grande impacto no mundo conhecido, muito mais suas cartas, escritas enquanto acorrentado, que produzem efeito até nossos dias.

Você consegue imaginar o que nós teríamos perdido se Paulo tivesse se deixado desanimar por estar na prisão? Em momento algum ele se colocou no papel de vítima. Jamais questionou Deus, duvidando de seus planos e desígnios. Não encontramos menção a qualquer sombra de dúvida ou incredulidade. Seu sofrimento não foi motivo para esmorecer. Como preso, ele não necessitava ser fortalecido, mas fortalecia: “Portanto, vos peço que não desfaleçais nas minhas tribulações por vós, que são a vossa glória” (Efésios 3:13).

Há algo de estranho entre o exemplo que Paulo deixou e o que é pregado hoje. É preocupante a ênfase em bênçãos imediatas (que Deus pode, sim, nos conceder) em detrimento de se ter uma vida controlada totalmente por Deus, independentemente de para onde Ele possa encaminhar sua vida. O termômetro que mede se você está em Deus é aferido com a quantidade de bençãos na sua vida. Prosperidade, saúde e felicidade são hoje a medida de se estar no centro da vontade de Deus. Testemunhos de cura, libertação e provimento são incentivados. Há algo de estranho nisso tudo. Não é este o Evangelho que Paulo pregava. O que ouvimos hoje é a pregação de um sub-Evangelho, que pela falta de sua essência, na verdade não é evangelho nenhum. E o que é pior: este sub-Evangelho traz uma segurança baseada em uma sub-salvação, que no final pode se revelar como salvação alguma. Você confiaria sua vida eterna na prática de um sub-Evangelho?

Para você pensar: Qual tem sido a medida usada para aferir sua fé? Você tem uma causa pela qual você daria sua vida, assim como Paulo tinha? Você encara eventuais momentos de dificultade como oportunidades para aprender de Deus, e para ser usado por Deus? Até que ponto sua fé tem se baseado na pregação de um sub-Evangelho? Você tem buscado de Deus o entendimento do que seja o verdadeiro Evangelho?

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João 14:1-3

“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.”

Nunca devemos ler uma passagem da Bíblia sem antes entender o contexto em que ela está inserida. Você sabe o que estava acontecendo quando Jesus disse essas palavras? Se você ler o capítulo 13 de João, verá que o ambiente era o seguinte: Noite de Páscoa e da última ceia, Jesus sabendo que nas próximas horas ele seria crucificado, revelação de que havia um traidor entre eles e, se ainda não bastasse, Pedro sendo avisado de que negaria Jesus antes que o galo cantasse três vezes.

Mas mesmo no meio de tudo isso Jesus começa o capítulo 14 dizendo: “Não se turbe o vosso coração”! Mesmo no meio de uma situação prá lá de complicada Jesus não se desesperou e queria que seus discípulos também não se desesperassem. Mas como os discípulos conseguiriam isso? : “Credes em Deus, crede também em mim“. Pedro certa vez andou sobre as águas (Mateus 14:25-31). Mas apenas enquanto manteve seus olhos em Jesus. A partir do momento que ele se preocupou com as ondas, começou a afundar. Esse é o segredo para manter a ansiedade distante, e não deixar que o coração se turbe: Olhar para Jesus!

E ele nesta passagem faz uma promessa muito interessante. Ele disse que iria preparar um lugar para nós na casa do Pai. E esta não é uma casa pequena e apertada! Não há falta de espaço! Mas para termos acesso a este lugar exclusivo na casa do Pai, não como hóspedes, mas como filhos, havia a necessidade de Jesus preparar o lugar. Mas, afinal, o que seria essa preparação? Muitos pensam que o versículo se refere à segunda vinda de Jesus, quando ele vai voltar para nos levar para o céu e, portanto, até lá ele está preparando esse lugar. Mas o texto não trata da segunda vinda de Jesus. Ele trata de uma preparação que já está completa.

Antes da preparação de Jesus, não temos acesso à casa do Pai. “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23). O Pecado mantem as portas da casa do Pai trancadas para nós. Esse é o problema que Jesus teria que resolver, esta era a preparação. O que estava para acontecer naquela noite, era a preparação que Jesus precisava fazer. A morte e ressurreição de Jesus nos capacitaram a ter acesso à casa do Pai! Logo à frente, no versículo  6, Jesus afirma: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” Em outras palavras, ele estava dizendo: “A situação aparenta ser difícil, mas não se preocupem. O que eu vou fazer a partir de hoje até daqui a três dias vai capacitá-los a terem acesso ao Pai. Mas vocês precisam crer em mim!

E o que me deixa mais animado é que a promessa não para aí! Ele termina dizendo: “E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.” Somos de Jesus! Somos propriedade dele! Quem quer saber de um quarto em uma casa grande? Quem se interessa em ir para o céu? Quem quer benção e prosperidade? E daí que minha saúde não vai tão bem? O que importam tantos problemas e aflições do tempo presente? Nada disso, NADA, se compara ao fato de sermos propriedade de Jesus, e estarmos pra sempre onde ele estiver!

Paulo diz em Romanos 8:18: “Pois tenho para mim que as aflições deste tempo presente não se podem comparar com a glória que em nós há de ser revelada.” Essa glória é Jesus! Ele vai se revelar plenamente na sua volta, mas hoje, agora mesmo, podemos experimentar esse lugar de descanso que ele JÁ preparou para nós. “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Ajudador, para que fique convosco para sempre, a saber, o Espírito da verdade, o qual o mundo não pode receber; porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque ele habita convosco, e estará em vós. Não vos deixarei órfãos; voltarei a vós.” (João 14:16-18).

Para você pensar: Tenho deixado meu coração se turbar diante do que me acontece na vida? Já aprendi a olhar pra Jesus, e a confiar e crer na sua palavra? Tenho experimentado a presença do Ajudador (Espírito Santo) na minha vida?

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Isaías 55:9

“Porque, assim como o céu é mais alto do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.”

Você já pensou sobre o fato de que em algum momento de sua vida, talvez quando menos espera, você deixará tudo que está fazendo, todos os projetos em andamento, todos os planos e sonhos sem realizar, e partirá para a eternidade?

Além disso, você já pensou, que no fim de mundo, isso acontecerá com todos os seres humanos ao mesmo tempo?  “…porque numa hora em que não penseis, virá o Filho do homem” (Mt 24.44).

Dificilmente acontece com alguém como aconteceu com Moisés – uma morte anunciada! “Naquele mesmo dia falou o Senhor a Moisés, dizendo: Sobe a este monte de Abarim, ao monte Nebo… e morre no monte a que vais subir…” (Dt 32.48-50). Na verdade, a morte de Moisés foi muito mais do que uma morte anunciada – foi um ato de obediência a uma ordem direta do Senhor!

Fiquei pensando sobre isso esses dias. Se vou ter que abandonar todas minhas atividades e projetos em algum momento desconhecido a mim, qual o valor real disso tudo?  Será que Deus despreza tudo isso e tem valores diferentes dos meus? E se isso é verdade, quais seriam esses valores? Não seria muito mais eficiente eu largar todo o meu esquema e entrar totalmente no esquema dele?

E não estou pensando apenas na morte, no momento final quando Deus nos chama para fora desse mundo temporal. Quantas vezes Deus interrompe a rotina de alguém sem a menor cerimônia e introduz uma direção completamente diferente! Quantas vezes uma resposta a orações perseverantes de muitos anos chega e a pessoa se encontra tão envolvida com seus alvos imediatos, seu esqueminha de cada dia, que ela nem se apercebe da resposta tão ardentemente desejada!

Não ouso pensar que sei as respostas completas a essas indagações. Sinto apenas algumas dicas que poderão ser úteis para alguém. Penso que Deus não despreza nossas rotinas diárias, nossos esqueminhas de formiga. Pelo contrário, acredito que ele faz algumas de suas maiores obras e de efeito mais duradouro usando nossas ações corriqueiras do dia-a-dia como cenário. Ele é Deus e nós somos seres humanos. Ele tem os seus caminhos e nós temos os nossos. Precisamos apreciar os dele mas não somos Deus e nem devemos tentar ser. Ele respeitou tanto a nossa humanidade que se tornou homem como nós.

Após o dilúvio, Deus colocou o arco-íris no céu como sinal de sua aliança de que nunca mais destruiria a terra com um dilúvio. Ele não queria que o homem vivesse sempre atemorizado, aterrorizado, a ponto de não conseguir estabelecer uma rotina de vida. “Enquanto a terra durar, não deixará de haver sementeira e ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e noite” (Gn 8.22).

Portanto, por um lado o próprio Deus se declara a favor de uma rotina saudável, uma ordem natural de causa e efeito. Por outro lado, ele alerta que essa rotina pode se transformar em uma armadilha, uma hipnótica canção de nanar, que nos rouba o verdadeiro sentido da vida, os valores eternos que deveríamos buscar. “Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos; assim será também a vinda do Filho do homem” (Mt 24.38,39).

Resumindo: Penso que precisamos de nossas rotinas, nossos esquemas, nossas esperanças, nossos sonhos, nossos projetos. Devemos trabalhar neles com afinco, dedicação e diligência. Mas não devemos pensar que eles constituem nosso destino, nossa razão de existir. A função deles é apenas para formar um contexto, um cenário, onde algo muito mais importante do que eles está acontecendo. No meio dos nossos caminhos Deus quer nos revelar os seus. De fato, é pelo contraste entre os dois que aprendemos a discernir a presença dele. Os seus caminhos são tão mais altos dos que os nossos, que ele pode invadir e atrapalhar o andamento dos nossos a qualquer momento que será um lucro tremendo. Deus nunca precisa entrar em nosso esquema. Ele é tão louco (aos nossos olhos) que planejou nos introduzir no esquema dele! Se formos fieis no esquema terreno, minúsculo, de formiga, de agora, ele nos colocará depois no seu esquema divino e eterno!

Muito bem, servo bom e fiel; sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor” (Mt 25.23).

Autor: Harold Walker – Publicado originalmente no site da Revista Impacto, com o título “Deus se recusa a encaixar em nosso ‘esquema’!”

Para você pensar: Você tem conduzido sua vida dentro da pespectiva da eternidade? Até que ponto você tem caído na armadilha da rotina? Você está pronto, a qualquer momento, a ter seus planos mudados por Deus?

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Salmo 1:1-2

“Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detem no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores; antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.”

O Salmo 1 apresenta duas (e apenas duas) maneiras de viver: o caminho do mundo ou o caminho da Palavra. Aqueles que “andam no caminho dos ímpios, estão no caminho dos pecadores e se assentam na roda dos escarnecedores” são simplesmente orientados pelos valores do mundo. Esta é a porta larga e fácil levando à destruição (Mateus 7:13).

“Os ímpios” do Salmo 1 são aqueles que buscam a independência de Deus, aqueles que tem apenas uma perspectiva humana e terrena para a vida, aqueles que vivem de acordo com padrões do mundo e não de Deus. Às vezes este modo de vida parece ser o caminho do sucesso, aceitação e prosperidade (veja Salmo 73). No entanto, o Salmo 1 nos ajuda a ver as coisas em perspectiva final: a prosperidade dos ímpios é breve, pois eles são como a palha levada pelo vento.

A alternativa é uma vida de prazer dependente na instrução divina. O “justo” reconhece a pobreza da sabedoria do mundo e seus valores, e assim orienta a sua vida em torno da Palavra revelada de Deus. Esta é a vida de fé (ver Jeremias 17:7-8) que leva a bênção, fecundidade, e comunhão com Deus agora e para sempre. Pense em uma árvore bela e resistente, regada e frutífera (v. 3). Seja a árvore, e não a palha.

O versículo 2 é o versículo chave: “mas tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.” Observe a progressão: Primeiro o prazer, então a meditação. Ter prazer é uma resposta do coração à beleza e valor de algo ou alguém, neste caso, a Palavra de Deus. Mas meditação envolve um pensamento cuidadoso e constante – isso dá trabalho e envolve a vontade.

A meditação bem feita deve servir, fortalecer e sustentar o prazer. A meditação permite que a Palavra penetre nossas mentes, corações e vontades mais profundamente. Através da meditação, somos “transformados pela renovação de nossa mente” (Romanos 12:2). Meditação faz com que as nossas raízes se aprofundem, levando-nos mais e mais à água vivificante da Palavra.

Nossas vidas são incrivelmente envolvidas com distrações. Somos especialistas em fazer muitas coisas, passando rapidamente por muitas atividades, mas sendo superficiais em todas. Portanto, nunca foi tão difícil meditar. É imperativo que busquemos, intencionalmente, cultivar a meditação na Palavra de Deus.

Mas como?

Em primeiro lugar, encontre um horário e local em que você não será incomodado. Em seguida, leia devagar e com cuidado. Leia de novo. Leia de novo. Leia em voz alta (que é o sentido literal da palavra hebraica usada para “meditar” no Salmo 1:2). Leia em oração. Leia com uma caneta na mão. Memorize textos que você lê. Leia com outras pessoas e converse sobre o que vocês leram. Estude um livro da Bíblia com um bom comentário. Adote um plano para a leitura da Bíblia em um ano, e fale sobre o seu plano com um amigo cristão.

Que você possa lançar mão da bênção do Salmo 1 enquanto você sente prazer com a beleza e o valor da Palavra revelada de Deus. E procure manter e reforçar esse prazer por meio da meditação intencional.

Para você pensar: Você tem sentido prazer na leitura da Palavra? Até que ponto você tem deixado as muitas atividades te impedirem de meditar na Palavra de Deus? Não seria agora um bom momento para você parar e se planejar para separar um tempo e um lugar para a leitura diária da Bíblia?

Esta é uma tradução de um texto divulgado no site Desiring God: “Psalm 1: When Delight Overcomes Distraction

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Zacarias 10:1

“Pedi ao Senhor chuva no tempo da chuva serôdia, sim, ao Senhor que faz relâmpagos; e lhes dará chuvas abundantes, e a cada um erva do campo.”

Há duas maneiras diferentes pelas quais podemos encarar os eventos de nossas vidas.

Um é acreditar que todos os eventos e acontecimentos são, em sua maioria, frutos do acaso. O que acontece conosco pode ser resumido em duas palavras: “sorte” ou “azar”. Caso você se deixe levar pelo fluxo da vida, quem sabe o que pode te esperar? Em alguns poucos casos, por alguma intervenção nossa e por meio de nossa própria estratégia, podemos conseguir alterar esse fluxo. Se desejamos algo com muita intensidade (uma casa nova, um casamento, uma viagem, ou seja lá o que for) colocamos nosso empenho, e por nossa própria iniciativa conseguimos alterar o rumo dos acontecimento. E a partir daí, podemos nos vangloriar de que, por conta de nossa inteligência e ousadia, conseguimos alcançar nossos objetivos.

Uma outra maneira é você reconhecer que Deus é soberano sobre sua vida. Consequentemente, nada pode ser fruto do acaso. Cada detalhe, cada aspecto da sua vida, tem um propósito. Não existem coincidências. Não existe “sorte” ou “azar”. Há Alguém que está no controle da situação. Nem se quisermos e nos esforçarmos podemos alterar Seus Planos. Podemos não entender. Podemos não concordar no momento. Mas podemos confiar que o que Ele quer sempre será o melhor para nossas vidas.

É esse aspecto que quero destacar no versículo acima. Qual o sentido de se pedir chuva no tempo da chuva? Oras, se é tempo de chuva, basta esperar que ela virá! Qual o sentido de se pedir algo que já sabemos que é esperado?

A atitude sugerida pelo profeta Zacarias demonstra uma total dependência na soberania de Deus. Este reconhecimento vem de um coração quebrantado, que experimenta a maravilhosa convicção de que todas as coisas são dele, e por ele, e para ele (Romanos 11:36). E confiar nesta soberania nos permite experimentar o melhor que Deus tem para nós. Afinal, ele é quem dá “a cada um erva do campo”.

Para você pensar: Qual é o seu entendimento da soberania de Deus? Este entendimento te leva a se colocar em posição de submissão a esta soberania? Qual a sua experiência em depender desta soberania? Será que hoje você está vivendo alguma situação em que você pode experimentar o suprimento de Deus?

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Salmo 119:97

“Quanto amo a tua lei! Nela medito o dia todo.”

Leia o versículo acima várias vezes, pausadamente. Pense se este versículo é realidade na sua vida. Somente depois disso, continue a ler este texto.

Incrível como um versículo tão simples pode ser tão profundo! O autor demonstra que está verdadeiramente apaixonado pela Lei, pela Palavra de Deus. E qual o resultado dessa paixão? Ele medita na Lei constantemente. Sempre.

É exatamente isso o que acontece quando você se apaixona. Todas as outras coisas perdem um pouco de sua importância e valor, já que o objeto da sua paixão passa a merecer sua atenção especial. Se outra coisa ou pessoa exigir sua atenção, você oferece apenas uma parte dela, de maneira momentânea e obrigatória. Sua paixão nunca deixa de causar uma sombra em todos os acontecimentos e aspectos da sua vida. Esse é o tipo de paixão que precisamos ter pela Palavra do Senhor.

Se fizermos uma pesquisa imparcial ficaremos chocados pelo grande percentual de cristãos que nunca leram a Bíblia inteira. Ficaremos preocupados com a quantidade de cristãos que nem sabem onde suas Bíblias estão guardadas. Ficaremos tristes em saber que a maioria esmagadora lê a Bíblia apenas nos cultos! A verdade é que o Povo de Deus não conhece a Palavra de Deus. E se não conhece, vai meditar sobre o quê? Como vou gastar meus pensamentos e energia em algo pelo qual não sou apaixonado? Sem chances!

A leitura e meditação na Palavra de Deus são, para mim, a maneira mais constante pela qual eu recebo orientação de Deus. É o canal mais eficaz para eu ouvir a voz de Deus. É muito bom ouvir a pregação da Palavra. É muito bom cantar a Palavra. Mas nada substitui aquele momento diário em que, sozinho, só eu e Deus, separo um tempo para Deus falar comigo por meio da sua Palavra.

Minha mãe dizia que, ao ler a Bíblia, algumas vezes parecia que certos versículos pulavam de suas páginas. Você pode ler o mesmo texto centenas de vezes, mas haverá uma única vez em que a verdade da Palavra vai te impactar, vai te constranger, vai te fazer mudar de atitudes, vai te conduzir ao arrependimento. Mas esse momento só virá se você estiver meditando na Palavra.

Você pode argumentar que ler a Bíblia não é uma das atividades mais atrativas. Concordo que nem sempre teremos ânimo ou prazer para ler a Bíblia. Mas uma paixão sempre começa com um contato inicial, mesmo que pequeno. Recomendo que você passe a “namorar” alguns versículos. Escolha alguns que falam mais com você. Escreva em um pequeno pedaço de papel e leve sempre com você. Leia de vez em quando, até decorá-los. Você vai se impressionar com o que vai acontecer. Quanto mais você meditar nessas passagens, mas você vai sentir a presença de Deus. Novos pensamentos sobre os textos vão surgir em sua mente. Isso é Deus falando com você. À medida que esses pensamentos surgirem, escreva o que Deus está falando com você. É assim que acontece comigo.

Para você pensar: Você se considera um apaixonado pela Palavra de Deus? Se fosse para colocar a Palavra de Deus em uma lista de prioridades da sua vida, qual lugar ela ocuparia? Que tal começar, agora mesmo, a “namorar” sua Bíblia?

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1 Crônicas 13:12

“Davi temeu a Deus naquele dia, e perguntou: Como trarei a mim a arca de Deus?”

Quando Davi começou a reinar sobre Israel, a arca de Deus, construída no tempo de Moisés, símbolo da aliança de Deus e de sua presença no meio do seu povo, estava a mais de vinte anos na casa de Abinadabe, de maneira provisória e precária. Davi, então, consultou o povo (e não a Deus) sobre como e de que maneira deveria buscar a arca de Deus.

Esse episódio na vida de Davi nos mostra o perigo de, na tentativa de agradar a Deus, o fazermos de modo incorreto. O resultado acaba sendo exatamente o contrário do que se queria a princípio. E foi o que aconteceu com Davi. Ele fracassou em sua primeira tentativa de buscar a arca de Deus, justamente por desconhecer a maneira correta de se fazer.

Davi planejou o transporte da arca de Deus de modo que se tornasse um evento memorável. Convocou todo o povo de Israel. Preparou um carro de bois novo para o transporte da arca. Retirou a arca de Deus da casa de Abinadabe. Contou, para isso, com a ajuda dos dois filhos de Abinadabe, Uzá e Aiô, para conduzerem o carro. E todo o povo se alegrava e comemorava, pois fazia muito tempo que a arca de Deus estava abandonada. Tudo era motivo de regozijo e celebração. Mas, de repente, os bois tropeçaram e a arca ameaçou cair do carro. Uzá, familiarizado com aquela arca em sua casa a tantos anos, resolveu ampará-la para evitar que caisse. Naquele mesmo instante ele morreu.

Davi se desgostou muito da situação. Afinal ele estava cheio de boas intenções em trazer a arca, e não entendeu o motivo de Deus ter permitido que aquela tragédia acontecesse. O capítulo 13 de 1 Crônicas relata, no versículo acima, que “Davi temeu a Deus naquele dia“. O que era alegria se tornou em temor. E ainda restava uma grande dúvida para Davi: “Como trarei a mim a arca de Deus?

O capítulo 15 de 1 Crônicas mostra que Davi encontrou a resposta. E para isso ele se voltou para o único lugar seguro de se buscar a vontade de Deus: a sua Palavra! Consultando a Lei de Deus ele descobriu que havia uma maneira adequada para se conduzir a arca de Deus. E não era em cima de um carro novo de bois.

Davi descobriu o seguinte (1 Crônicas 15:2): “Ninguém pode levar a arca de Deus, senão os levitas, porque o Senhor os escolheu para levarem a arca de Deus, e para o servirem eternamente.” E depois de reuniar a liderança dos levitas, Davi deu a seguinte ordem (versículo 12): “Santificai-vos, vós e vossos irmãos, para que façais subir a arca do Senhor, Deus de Israel, ao lugar que lhe tenho preparado.” E assim eles o fizeram. O versículo 15 relata que “os levitas trouxeram a arca de Deus aos ombros, pelas varas que nela havia, como Moisés tinha ordenado, conforme a palavra do Senhor.

Quando Deus ordenou que Moises construisse a arca com argolas, por onde passassem varas, era com um objetivo: ela deveria ser carregada nos ombros, por homens separados e santificados para essa função. Incrível como ninguém percebeu que a arca tinha essas argolas e, mesmo assim, tentaram levá-la na primeira tentativa em um carro novo de bois.

Levar a arca em um carro de bois não exige nenhum compromisso, nenhuma responsabilidade. Bastava colocá-la no carro e deixar os bois puxarem, fazerem todo o trabalho pesado. Mas levar nos ombros exigia santificação, aliança e uma certa medida de dedicação. Havia um preço a ser pago.

O carro novo de bois também nos fala da  tentativa de criarmos soluções novas para aquilo que Deus já deu solução. A falta de conhecimento da Palavra de Deus pode levar a cair em erros, ao inventarmos novas “modas” ou “técnicas” que estão em desacordo com a vontade de Deus.

Para você pensar: Você tem se preocupado em estabelecer a presença de Deus na sua vida? Você tem procurado, na Palavra, conhecer como Deus quer que você faça isso? Qual o preço que você está disposto a pagar para ter a presença de Deus?

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